Quanto mais, mais imbecil!

16/09/2012 at 6:12 (Discussões)

Descobri. Após anos de estudo intensivo em antropologia visual eu finalmente descobri.

É uma regra: “Quanto mais, mais imbecil”

Mas quanto mais o que?

Quanto mais TUDO.

Quanto mais burro – e esse é bem óbvio – mais frases que te darão uma forte vergonha alheia surgirão. Quanto mais burro, mais erros ridículos. Quanto mais burro, mais escolhas completamente erradas e sem escrúpulos aparecerão e serão tomadas pela “anta” como completamente normais. Resumindo: quanto mais burro, mais imbecil.

Quanto mais pobre, são mais prestações que dobram os preços dos produtos comprados (mas que pro “babuíno” “estavam SUPER em conta”). Quanto mais pobre, mais aquela camisa super 10 que ele pagou em 30x do valor total do salário dele “vai fazer ele pegar todas na balada” – junto com o Red Label e os energéticos, logicamente. Quanto mais pobre, mais os ricos “merecem morrer, só porque sim”. Enfim: quanto mais pobre, mais imbecil.

Quanto mais feio, são mais mulheres bonitas que estão “LOUCAS por ele, mas que estão fazendo cu doce”. Quanto mais feio, são mais produtos e marcas que o deixam lindo e que realmente o faz ser “o sucesso que é”. Quanto mais feio, mais “o mundo é para os belos e não há nada que se possa fazer para mudar isso”. É isso aí: quanto mais feio, mais imbecil.

Quanto mais porco, mais o “papel de bala não vai fazer diferença nenhuma” – assim como o pneu, o sofá e todo o lixo que ele produz diariamente. Quanto mais porco – e acho que aqui não falo só de sujeira -, menos suas ações individuais podem mudar um ambiente, uma sociedade e, muito menos, o mundo. Quanto mais porco – já em outros sentidos BEM mais abrangentes -, menos a fila precisa ser respeitada; menos diferença fará se sentar no banco – ou estacionar na vaga – reservada para deficientes/idosos. Yep: quanto mais porco, mais imbecil.

E aí você me aborda: mas assim você está sendo um preconceituoso mesquinho.

E eu te respondo: não, não estou. Porque quando eu digo TUDO, eu realmente quero dizer TUDO:

Quanto mais inteligente, mais pessoas não são “inteligentes o suficiente para compreendê-lo e para entender o que é o bom da vida e do mundo”. Quanto mais inteligente, menos pessoas mereciam estar no seu ciclo social/ sociedade/ mundo – e poderiam, logicamente, morrer por isso; e que tal jogar isso na cara delas? Não seria ótimo?. Quanto mais inteligente, mais injusto é esse mundo com quem pensa. É isso mesmo “Einstein”: quanto mais inteligente, mais imbecil.

Quanto mais rico, mais reservado deve ser seu espaço – para não se misturar, né? credo! Quanto mais rico, menos as pessoas que estão abaixo de você merecem estar alí, no mesmo ambiente que você – e por que não jogar bebida neles, não é mesmo? Eles não estão no camarote mesmo e, com certeza, o seu segurança particular irá te defender! Quanto mais rico, menos problemas existem no mundo; menos miséria; menos fome; menos diferenças sociais – o mundo é lindo. Não há fuga: quanto mais rico, – e, normalmente, mais que pobre – mais imbecil.

Quanto mais bonito, menos atenção você precisa dar para as outras pessoas – mesmo que elas só queiram saber as horas. Quanto mais bonito, menos é necessário ser culto – aliás, a beleza não é tudo? Quanto mais bonito, é mais necessário distribuir afeto para as pessoas mais imbecis que se possa encontrar – e depois reclamar aos quatro ventos que ninguém presta nesse mundo. Nem vocês escapam, misses: quanto mais bonito, mais imbecil.

Quanto mais culto, menos pessoas merecem viver nesse mundo, porque elas não sabem enxergar as diferenças – mas matá-las por serem diferentes seria uma ótima ideia. Quanto mais culto, mais faz sentido jogar na cara dos outros que aquilo que você escuta e curte é melhor que tudo o que a outra pessoa pode gostar – não há discussões: é obvio. Quanto mais culto, menos importa sua real opinião: se é arte, é arte. Quanto mais culto, mais imbecil, sem dúvidas.

A lista é maior, com certeza. A lista individual dos citados e a lista quilométrica dos não citados.

Mas, por fim, todos somos imbecis: vivendo em um mundo de imbecis e reclamando dos outros imbecis por não serem tão imbecis como nós.

Assinado: um grande imbecil.

Link permanente 1 Comentário

Carta para o Papai Noel – Novos Tempos

23/12/2011 at 3:21 (Criações, Reclamações)

Querido Noel,

Não venho nesta pequena carta pedir-lhe qualquer coisa. Não irei também pedir aquilo que sei que não pode oferecer, mas que a sociedade insiste em achar que pode ser fornecido em uma passe de mágica (paz, felicidade, amor, saúde e aquela utopia toda)

Não venho ainda, reclamar de como o mundo está direcionando-se para o caos e de como eu queria que isto mudasse. Não quero pedir que julgue os atos de cada um deles e decida quem merece ser recompensado por ser ‘um bom menino’ e quem não merece. Estou pouco me fodendo, para dizer a verdade!

Minha pergunta é simples: O QUE CARALHOS ESTÁ ACONTECENDO?

Desde quando você parou de encher esta merda de saco vermelho infinito de presentes e esperanças para começar a arrecadar fundos? Você não tinha uma porra de uma fábrica de presentes nesse continente gélido? Desde quando teve que começar a cobrar por eles? O que aconteceu? Tá reformando essa porra toda ou cansou de trabalhar de graça?

Se você não está me compreendendo bem, Noel (porque você não é meu ‘papai’ e você sabe muito bem disso), eu refresco sua memória! Eu sou do tempo que o natal tinha toda uma ‘magia’. Sei que esta palavra deixa a carta toda bem mais afeminada, mas creio que não exista uma palavra que substitua tal sensação que parece ter sido esquecida ao longo do tempo.

Sou do tempo, velhinho (que, aliás, se me permite a pergunta: se você não morre NUNCA, como é que você envelheceu?), em que esperávamos ansiosamente o ano inteiro pela sua chegada; sua e desta data tão especial que ERA o natal. Juntar a família e espalhar o amor ao próximo, a compaixão; esquecer os problemas pessoais; largar tudo para que este dia (ou estes, se contar a véspera)  fosse lindo e maravilhoso. Natal não era uma data de se distribuir presentes como se fossemos obrigados a agradarmos uns aos outros. Eram AÇÕES que faziam o natal!

Sou do tempo, gordinho (fica o ano inteiro coçando o saco – há, sacou? – e não tem a coragem de fazer uns exercíciozinhos?), que os presentes, que eram sim MUITO esperados – principalmente pelas crianças -, não eram demarcados. Não foi Fulano ou Sicrano que me deu o presente, mas você! Não deveria agradecer mais o parente que me deu um video-game do que o outro que me deu um pacote cheio de meias (que, no final das contas eram os mais úteis dos presentes, mas que apenas percebemos quando crescemos). Deveria agradecer a você! O que aconteceu com tudo isso?

O que aconteceu com a mágica da aparição dos presentes na manhã de Natal? Virou um conjunto patético de amigos secretos? Sério isso? Qual foi o duende responsável por essa idéia ridícula? O que as crianças devem fazer agora? Tentarem ficar acordadas o maior tempo possível para ver qual a placa do caminhão do correio? Ou qual a marca dos “presentes”?

O que aconteceu com a dúvida do que ganharia? Com a esperança? Com toda a adivinhação? Com aquela ansiedade gostosa de ir dormir sabendo que ganharia presentes e acabar não dormindo por um bom tempo pensando em tudo o que poderia estar acontecendo fora daquele quarto? Sei lá, sempre achei que a imagem de um gordinho preso na chaminé deveria ser algo bem divertido.

E não me venha com essa de que ‘os tempos mudaram’. Os tempos podem ter mudado em muitos pontos, decerto. Você poderia, por exemplo, parar de tentar criar esta imagem ridícula que você se tornou. Todo mundo, ao menos um dia de suas vidas, pensou sobre o calor que você passaria vindo para o Brasil em pleno verão com um casaco de pele ENORME. Usar uma roupa de banho ou uma um pouco mais casual não te faria menos Noel, porra!

Troca essa merda de trenó com esses viadinhos voadores (que, me desculpe, é um modo BEM ESCROTO de se locomover) por um avião natalino !  Quem sabe com um ‘stealth’ você não teria menos perigo de ser visto por ai, não é? – até porque eu não entendo esse pavor que você tem de que te vejam na noite de Natal!

Agora, capitalizar-se é o auge da ridicularização do natal, você que me desculpe! Fica de cu doce a noite de natal INTEIRA para que ninguém te veja, mas quase um mês antes você está EM TODOS OS LUGARES AO MESMO TEMPO! Alimentando a esperança de criancinhas inocentes perguntando o que elas querem de natal sendo que, você bem sabe, não entregará bulhufas para nenhuma delas! E sabe por que? Porque você não dá mais presentes!

Eu sei, barbudo (vai ficar meio ofensivo, mas você fica com cara de babaca com esse cabebigobarba – indistinguíveis, concordemos), que você NUNCA entregou realmente os presentes – quem sabe, o real Noel, das histórias de um bom velhinho de um dos países da Europa, que dava presentes nesta data. Não te culpo por isso! Mas criar esta nova imagem capitalista simplesmente DESTRUIU o natal!

Onde fica todo o sentido do ‘Papai Noel’ se você, gordo desgraçado, aparece na televisão dizendo ‘o presente de natal da sua família está na loja X’; e logo após ‘os melhores preços e condições estão na loja Y’. Preços e condições, Noel? Sério? Agora eu tenho que comprar essas porras de presentes, te entregar, para que você me entregue no dia de natal? Ou nem isso você está fazendo mais? Tornou-se mais uma imagem de venda para o uso dos publicitários?

Que vergonha, Noel, que vergonha! 

Tudo bem que antes o mundo tinha algumas milhões de pessoas e hoje somos mais de sete bilhões! Mas se não está dando conta do recado, a receita é simples: aparece na televisão todos os dias faltando meses para as festividades (o Roberto Carlos faz isso todo ano! Acho que ninguém liga se uma personalidade como você fizer o mesmo, não é?) e diz que acabou essa palhaçada! Manda as crianças irem dormir mais cedo que você não vai mais fazer merda de entrega nenhuma e pronto! Desconstrua essa imagem ridícula que você está montando para você mesmo e vá tirar umas férias permanentes!

Com muito carinho,

Alexandre Montesso Bonomi”

Link permanente Deixe um comentário

Sistema, eu te odeio!

06/08/2011 at 5:39 (Discussões)

Bem, faz tempo que não posto nada… né?

Ainda mais um post PUTO, não é?

Boa sorte para quem vem sempre aqui procurando  por eles e não se contenta só com um mero post com um texto meu de algum lugar que fui obrigado a escrever!

Enfim… Vamos aos acontecimentos, não é mesmo? Do que adianta chorar o tempo perdido? (E reclamado por um bom tempo por uma galera…; Ok, por uma pessoa só!)

O tema, você já podem imaginar só pelo título! O motivo? Nem me conhecendo é possível entender!

Sou a pessoa mais CALMA que eu conheço! Já tomei tapa na cara! Já me empurraram na parede por olhar na cara do indivíduo e eu nem sequer sabia de quem se tratava! Já fui empurrado pelas costas em um carnaval por “olhar para a mulher” do indivíduo, sem nem IMAGINAR pra quem olhei… Mas NUNCA fiz nada sobre nada disso! Não reclamei para um segurança; não dei queixa na polícia; nem comentei sequer com meus familiares: amigos no máximo (que me perguntaram o que aconteceu).

Sempre digo: “Se casar, vou ser corno E MANSO“; “Se ficar rico, vou acobertar ou me mudar sem avisar ninguém” (Então se eu sumir do blog para sempre, quem sabe, né?); “Acho que deu pra entender, né?…”

Vamos resumir a ação:

Estava no bar, se posso dizer, mais caro da cidade (já contra minha vontade em certo aspecto). Pedimos um combo (Vodka “Sem propagandas aqui” + 6 energéticos “Nem aqui”) em 2 e acabamos dividindo em 3 ou 4 (Não sei na verdade dos que estavam pegando quem pagou ou não). Fiquei LOUCO! Não vou negar!

Fui, segundo minha necessidade, no banheiro (número 1 pessoal, NÚMERO UM!) e 2 dos que estavam comigo foram junto (na fila… nada de emprestar apoio!).

Nesta fila, o ocorrido: Todos entramos juntos na fila e, olhando para trás vi um cara GRANDE. Quando digo grande, coloco até em capslock pra vivenciar o quanto ele era GRANDE! Tenho 1,85m e ele, perto de mim, era GRANDE (Pra todos os lados)! Eu, segundo diversas pessoas, falei com ele! Agora… segundo o MEU JEITO DE SER, disse, NO MÁXIMO, pra ele “Nossa! A fila está grande!”. (No máximo porque não me lembro! Se falei, falei isso no máximo! Não falo com pessoas que não conheço! Senão uma opinião minha sobre o que está acontecendo…)

Bem… Vi o cara me olhar com uma cara não muito agradável; vi um cara de dentro do banheiro mandar o cara ficar calmo, dizendo que eu não havia feito nada; Pediram pra eu pedir desculpas, o que fiz sem pensar duas vezes (ele era MUITO GRANDE); Tomei um soco no rosto! TOMEI UM “FUCKING PUNCH” NO MEU ROSTO! Agora me pergunto: POR QUÊ?

Certo! Tudo bem… Meu amigo informou os seguranças (eu ignorei, fui no banheiro e fingi que nada havia acontecido até na hora de sair) e umas 3 ou 4 pessoas que nem ao menos viram o ocorrido disseram aos seguranças que eu não sou de fazer NADA de errado, quanto mais brigar (sem eu ter conversado com nenhuma delas).

O segurança, no entanto, me informou o seguinte: “Você disse para ele: ‘você é grande mas não é dois!'” FIQUEI INCONFORMADO! COMO QUE EU (queria dizer outro EU com capslock maior mas não tem como) DISSE ISSO PARA ELE? Eu não diria isso para o meu PAI querendo me bater! Quanto mais para um desconhecido!

Chegando em casa, a informação: “Vi o segurança receber R$80,00 na frente do banheiro para não culpá-lo e me tirar da festa junto com ele!.

*PUTOPRACARALHOMASVOUFINGIRQUENÃO*

Acho que o post já está o suficientemente grande para uma discussão sociológica, né? Vou deixar para o próximo! Assim atualizo mais rápido… BEM MAIS RÁPIDO! (Tempo de eu considerar/pesquisar todos os pontos!)

Abraços e um soco na cara de cada um de vocês!

Link permanente 5 Comentários

Hipocrisia Ateia-Evolucionista

29/05/2011 at 22:44 (Discussões)

Grandes Gênios que jazem na terra

Vangloriadas sejam vossas descobertas

Venha a nós os vossos conhecimentos

E sejam respeitadas as leis da física

Assim na terra como em todo o universo

A ficção nossa de cada dia possa se tornar realidade hoje

Perdoai as nossas ignorâncias

Assim como nós perdoamos os criacionistas que não vos tenham compreendido

E não nos deixei acreditar em alma e ressureição

Mas nos permita comprovar o Big Bang

E, caso estivermos errados, que Deus nos perdoe para todo o sempre!

AMEM! “

Link permanente 6 Comentários

Imbecializa-se o ensino e espera-se o que?

28/03/2011 at 2:36 (Discussões)

“Aprendemos a falar na vida. Assim como a calar. Quem cala, não consente. Quem cala, ou está se guardando ou se submetendo. A segunda opção é a mais comum: quem cala se submeteu. Entretanto, existem variações barulhentas da submissão calada, onde o que se fala é o nada. Uma destas variações parece ser a redação escolar.”

Gustavo Bernardo

Nossa! Quanto tempo sem postar, não?

Não, não me esqueci do blog e nem havia desistido dele. Apenas fiquei sem temas interessantes que me trouxessem aqui, além de uma preguiça descomunal. #NINGUEMPODEMEJULGAR

E o que me ocorre esta semana? Não gosto de falar da minha vida aqui. Morram de curiosidade…

Enfim… Um post só pra reaquecer o blog!

O tema que me traz aqui neste canto obscuro é o seguinte:  “a imbecialização do ser humano por um sistema falho de valorização por notas”. Nome bonito, não?

Bem, é o seguinte…

Não é de hoje que o ensino no Brasil se tornou uma “preparação para o vestibular”. Você vai, deixa eu contar… segunda, terceira, quarta… oitava… segundo, terceiro… DEZ anos da sua vida na escola. Tudo muito bom, tudo muito lindo. MAS PRA QUE, TIO?

Simples: Vestibular. Sem mais nem menos: VESTIBULAR.

E se quiser negar a minha opinião, me responda: Você, que passou no vestibular e está cursando seu curso de humanas… qual a utilidade da fórmula de calorimetria agora? E você, caro estudante das exatas… o que a Iracema e o Dom Casmurro estão fazendo por você?

E se você não passou no vestibular, ou ainda decidiu não fazer uma universidade, me responda: o teorema de pitágoras está te ajudando a atender telefonemas ou a ensacar melhor os produtos da sua compra mensal?

Pra que você aprendeu TUDO AQUILO mesmo? Ah tá!

E como se não bastasse aprender dezenas de ensinamentos futuramente inúteis, querem nos AVALIAR por isso! ESPERA… Tem algo errado aqui!

O sistema de valorização por notas pode ser comparado ao torrão de açucar e as chicotadas dadas aos ursos amestrados, segundo sua performance. Tudo o que a nota faz: Dá um tapinha nas costas daqueles que aprendem direitinho e castiga os que fogem da linha. Mas que lindo, não? NÃO!

Imbecializa-se o aluno; imbecializa-se o professor; imbecializa-se a sociedade. E assim fica tudo certo: Aqueles ali que decoraram a matéria são nota 10 e serão seus advogados, presidente e médicos, respectivamente. E aqueles ali abaixo do 6 que expuseram opiniões divergentes do comum… Ah, eles se viram!

E quanto a ensinar como viver em sociedade? A não mijar em qualquer canto; a não ser preconceituoso; a respeitar a família, os professores?

Que tal avaliar o ser humano quanto a isso? Que tal avaliar o político que desvia verbas da obra?  Que tal avaliar o advogado que mente para ganhar o caso? Que tal avaliar o médico que preescreve remédios a torto e a direito? QUE TAL?

De que adianta avaliar minha matemática se logo na próxima esquina vão zerar todos os números da minha carteira? Do que adianta avaliar meu português se o que nem aprendeu a ler e escrever é deputado? DE QUE ADIANTA?

Um sistema falho em tantos pontos, só esperando pra ser substituido…

Alguma opinião?

Link permanente Deixe um comentário

Meu carro beberrão

20/12/2010 at 18:25 (Criações)

Decidi levar meu carro pra beber. Beber num barzinho simples, mas fora da cidade; só pra variar.

Chegando lá ele decidiu pegar logo uns 20 litros de álcool etílico; puro mesmo.

Achei muito pra mim e fiquei só em uma caipirinha e umas duas ou três cervejas.

Gastei uns dez reais para pagar minha conta; meu carro esqueceu a carteira e pediu que eu pagasse.

E lá se foram trinta e treis reais que nunca mais vou ver de volta porque ele nunca se lembrará de sua dívida.

Ah! Esse carro beberrão!

Link permanente 1 Comentário

Onda de ataques no Rio – Que PORRA é essa?

27/11/2010 at 14:09 (Discussões, Reclamações)

Pensei em começar isso com uma introdução informativa pra depois quebrar o pau e só depois fazer uma reclamação construtiva, mas…

– QUE PORRA É ESSA?

Não, não vou riscar merda nenhuma! Vai tomar no cu! Já que já virou palhaçada mesmo, quero que se danem os direitos humanos!

Direitos humanos… chegamos num ponto interessante… DIREITOS HUMANOS.

Quem foi o IMBECIL imbecil (Não, não tem outra palavra) que inventou os direitos humanos?

E desde quando bandido ou, nesse caso em especial, TERRORISTA tem que ter direito a alguma coisa?

Que eu saiba, direito é feito para CIDADÃOS e pessoas que queimam carros e andam com fuzis para baixo e para cima causando o CAOS em uma cidade não são lá os melhores cidadãos que eu conheço!

Ai você vem com aquele mimimi vegetariano que eles não tem opção, que ele é humano e que mimimi, tadinho, mimimi.

Mimimi de cu é ROLA!

Deixa um filho da puta desses matar a sua mãe ou seu pai e apontar um fuzil pra sua cabeça! Ai quero ver você dizendo que ele não tem opção!

Vai vender uma bala no sinal, PORRA. Vai cortar uma grama! Vai pelo menos PROCURAR emprego!

A melhor opção que o filho da puta tem é pegar um fuzil e sair fodendo a cidade toda? Isso é meio de sobrevivência agora?

E agora a polícia do Rio vai pedir ajuda pra marinha, negando a ajuda do exército… E a ajuda que ganha? Meios de transporte pra subir o morro!

COMO ASSIM?

Vai vir com pomba-rolisse de dizer que o exército não pode ser virado contra o próprio povo agora?

Porque, pra mim, queimar carros a torto e a direita pela cidade é GUERRA! Se eles não estão de brincadeira, vamos parar de considerá-los café com leite e mandar até a mãe pra cima deles, fazendo um favor?

Pega todo o exército brasileiro e cerca aquela merda toda. Manda TODO MUNDO DESCER! E ai fica simples! Não desceu? MATA!

Não prende não, que dá gasto pro governo… MATA! Porque terrorista não é bandido e, assim,  não pode ter o mesmo tratamento que um bandido!

Aliás… pra que prender se no presídio ele acaba tendo mais liberdade e mordomia do que na favela em que mora?

Mas ai já foge do tema…

Ou não!

Link permanente Deixe um comentário

Uma ausência presente

17/10/2010 at 4:02 (Criações)

Era um sábado a noite.

Ele já estava a algum tempo apoiado sobre a grade de segurança observando.

O que exatamente? Nunca saberemos.

Observava, quem sabe, as luzes que refletiam vezes em seus olhos, vezes em seu corpo e rapidamente movimentavam-se às paredes. Talvez observava apenas a movimentação da multidão que dançava abaixo de seus pés.

Ou talvez ainda nada observava; ouvia. Sentia a batida em seu peito, junto às batidas de seu coração que, em alguns momentos acompanhavam o grave violento da música e, em outros, perdia-se no agudo do ritmo animado ao qual pouco preocupava-se.

Mas ainda creio que nada disso passava-se pela cabeça dele naquele momento. Olhava para o canto daquele lugar. Se pudessem ser vistos seus olhos, claramente veria-se uma linda mulher, que refletia entre pensamentos e visões.

Veria-se a cena deste abraçando esta, como se não se vissem por anos; como se tivessem vivido uma linda história de amor que o tempo e a distância quebrara em pedaços. Um abraço apertado, mas não como um urso que o faz para ferir, mas como uma saudade arrebatadora que atingia a ambos; um abraço que tentava trasmitir tudo o que um sentia pelo outro sem que nada precisassem dizer.

E depois disso poderia-se ver ambos se olhando profundamente, cuja conversa a qual travavam de nada importava; tudo o que queriam dizer já havia sido dito e o que restara era dito agora nesta troca de olhares. Olhares inocentes a olho nu, mas que muito diziam a ambos.

Veria-se o tocar de mãos; o aperto do entrelaçado de dedos que continuava a conversa que realmente importava a eles. Veria os olhares se despistando após ele dizer, sem palavras, algo que a deixara sem jeito.

E logo após, veria este olhar murchar, quando aparecia aquele alguém que atrapalhava aquele lindo relacionamento que funcionava perfeitamente completamente ao silêncio.

No entanto, nada disso podia ser visto; nada senão o profundo olhar deste que alí ainda se apoiava sobre a grade de seguraça. Aquele que olhava para o canto daquele lugar. Um canto vazio, sem ninguém.

Mas ainda creio que a via lá, em sua ausência presente.

Link permanente 4 Comentários

Horário eleitoral nem tão gratuito assim.

01/09/2010 at 13:40 (Reclamações)

Vou resumir logo de início: Estou PUTO!

Não por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México (aliás, foi lá?) e daquele preto orelhudo nadando pra todo mundo ver, achando que vamos confiar que tá tudo certo; não por causa dessa juvetude perdida (falou o velho!) usando calças amarelas choque (AMARELAS!); ou por causa desse calor infernal em pleno inverno.

Não! Não é nada disso.

Iniciou, há cerca de umas 3 semanas, o nosso querido e idolatrado “horário eleitoral gratuito” (Não gratuito para a minha paciência!). Isto não seria o suficiente para me estressar, já que esse blábláblá se repete de 4 em 4 anos.

O grande problema é que, a cada ano de votação, os políticos, os partidos e companhia creem que estamos cada vez mais imbecis. Não que não estejamos, visto a não propagação de análises e estudos políticos em nosso país. No entanto, especiamente neste ano, os partidos imbecializaram de vez o horário eleitoral, fazendo com que este fique impossível de ser assistido por quem tem um mínimo de crítica politica e que não tenha apenas em vista a ridicularização daqueles que revelam sua imagem.

Não ficou satisfeito? Quer exemplos?

Devido à nova lei da “ficha limpa”, os políticos que se propõe à eleição, não podem ter processos na justiça, tendo o risco de ter sua candidatura cassada em caso de vitória. Com isso os políticos viram uma maneira de pedir votos sem que tenham NENHUM PROJETO em mente. Basta que digam um “Sou um político ficha limpa!”, para angariar diversos votos de bobos que pensam ser isto um “milagre” dentre os podres.

FICHA LIMPA não é um “bônus” do político. FICHA LIMPA é um DEVER do político.

Além disso, este ano tivemos a oportunidade de ver e facilmente perceber piadas prontas.

Temos o “abestado”, a fruta, os filhos de famosos, os próprios famosos, os amigos dos famosos, os irmãos dos amigos dos parentes dos famosos, os que pensam serem famososos, os ex-prisioneiros, etc, etc, etc; e com eles, os jargões mais imbecis da história:

“Pior que tá não fica! Vote no Tiririca” – Tiririca

Como é que ALGUÉM, EM SÃ CONSCIÊNCIA, pode usar um jargão desse para tentar se eleger? Me diz, COMO? E o pior é saber que existem outros imbecis que ainda votarão nele. Por ser “famoso”.

Se o Tiririca for eleito, eu decreto o fim da humanidade!

“Jovem vota em jovem!” – Mulher Pera

DESDE QUANDO, minha filha? Jovem vota, assim como os “não-jovens”, naqueles que farão algo por eles! E não em alguém que lhes mandou um beijo pela televisão!

“Você já me viu jogando em campo. Agora quero jogar no seu time!” – Marcelinho Carioca.

Ah, tá!

Estes são exemplos apenas para o estado de São Paulo de algo que deve, em nível nacional, ser algo bem pior.

E para presidente então nem se fala!

O pior de tudo é o dever que temos em escolher um destes fanfarrões para governar o nosso país.

Como twittei há um tempo atrás:

“Tenho medo do Serra, vergonha da Marina e não confio na Dilma. Agora em outubro é escolher, dentre os males, o menor”

@AlexandreMB

E alguém quer avisar para aquele Ciro que um giro de 360º volta para o mesmo lugar? Obrigado!

Link permanente 6 Comentários

O Assassinato na Fábrica – E Afinal?

11/05/2010 at 1:32 (Criações)

Parte Final

Era uma manhã de domingo. Bem, era quase madrugada de domingo, para ser mais exato. Eu dormia calmamente quando Gustan me acordou. Ele me chacoalhava desesperadamente, como se tivesse que acordar um morto.

“O que foi, Gustan? Como é que entrou aqui?” – Disse, na esperança que aquele terremoto manufaturado parasse.

“Eu descobri, Dopp! Descobri! Decifrei o bilhete!”

Saltei da cama eufórico.

“E então? O que diz?”

E ele leu:

” Helen Drumman

Desculpe-me pelo imprevisto de ontem. Estava bêbado e só falei bobagem.

Gostaria de informar que, caso houver desistência da Sra. Mary Hilven na gerência da fábrica, colocarei você no lugar. Se você quiser, é claro!

Abraços

Hullisses Nell “

Terminando a leitura, Gustan pega o telefone e liga para a Scotland Yard, pedindo que trouxessem alguns policiais. Disse que havia ocorrido um assassinato e que ele já tinha um culpado.

“Como eu imaginava. Sabia que ela faria qualquer coisa pra não perder seu cargo!” – Afirmei.

Gustan me olhava pelo canto.

“A gerente Mary Hilven é a assassina, certo?” – Completei com tal pergunta.

“Lógico que não, Dopp!” – Respondeu Gustan, apoiando-se sobre sua mão. – “Releia o bilhete! Ele diz tudo!”

Eu já não estava entendendo mais nada do que estava acontecendo. Helen havia dito que recebera esse bilhete a dois ou três meses atrás. O que haveria de tão importante naquele bilhete que dizia o que já sabíamos? Se não era a gerente, quem mais poderia ser? Isso não fazia mais sentido nenhum para mim.

Dois integrantes da Scotland Yard chegaram em poucos minutos. Gustan explica todo o caso e acusa Helen Drumman como a culpada.

“Mas como Gustan?” – Perguntei – “Se foi ela que nos chamou para o caso? Isso não faz sentido!”

“Pense comigo, caro Dopp. Ela começou muito mal sua história. Lembre-se que, ao contar, ela diz ter corrido até meu escritório, mas ao irmos de carro até a fábrica, demoramos quinze minutos sem nenhuma parada. Isso daria aproximadamente doze ou treze quilômetros, o que seria muito para uma pessoa correr e chegar pálida e sem qualquer sinal de cansaço. Relevando isso, ela diz ter ido fazer café, mas ao pedir para fazê-lo aquela hora, ela colocou pouquíssimo pó de café, o que indica que ela não sabe fazê-lo e portanto não o fez na hora do crime. Depois tem o bilhete. Helen teria se encontrado com Hullisses Nell.”

“Gustan, além de não ser novidade nenhuma sua relação com Hullisses, isso foi a dois ou três meses atrás! Hullisses mesmo nos disse que não tem mais relação com ela.”

“Isso foi o que eles disseram! Abaixo deste bilhete, no lixo, estava uma conta já paga de dois dias atrás. Então este encontro teria ocorrido após esta data. Tempo o suficiente para preparar todo este golpe, de um modo a colocar a culpa em Mary Hilven, a qual seria presa, entrando em seu lugar, como diz o bilhete. Se quiser mais provas desta relação recente, temos o fato de a cozinha ter sido recentemente reformada e Helen ter afirmado ser o seu local favorito. Desta maneira não a culpo por assassinato. A culpo por tentativa de golpe e furto de cadáver.”

“Mas que? Gustan, você enlouqueceu?”

“Dopp, Dopp. Além da afirmação de Mary que todos haviam saído da fábrica com ela, o senhor se lembra do mau cheiro que estava aquele banheiro assim que chegamos?”

“Lógico que me lembro! Insuportável!”

“Então. Tal odor se dá após várias horas da morte. Se tudo houvesse ocorrido da maneira como Helen havia dito, haveriamos chego pouco mais de uma hora após o ocorrido. Tempo insuficiente para tal odor. Havia uma faca na cozinha exatamente do tamanho dos cortes no corpo da vítima. No armário de mantimentos de produtos de limpeza, apenas um que limpava as manchas mais difíceis em alumínio havia sido usado e em pouca quantidade. Desta maneira, Helen haveria roubado um cadáver de algum necrotério e haveria pendurado, esfaqueando-o para que parecesse um crime e não um suicídio.”

“Mas vimos o corpo Gustan! Como sabe que não era ele?”

“Ao pedir a lista de funcionários, verifiquei que o “tal assassinado” era, para a infelicidade de Helen, um amigo meu. Desta maneira, ao visitarmos Hullisses, fomos até seu bairro. visando encontrá-lo. Por uma ironia incrível do destino, este passava pela rua no momento em que saíamos da mansão de Hullisses, ao qual ascenei.”

A Scotland Yard prendeu Helen Drumman e meu amigo teve a chance de aparecer em um dos jornais mais lidos em Londres.

Após casos como esse, eu me sentia como Sr. Watson.

Por mais que meu nome não tenha entrado no jornal, ou eu realmente não tenha merecido  o mérito por não ter ajudado em nada na resolução de tal caso, me sinto prestigiado de poder ter ao lado alguém como o incrível detetive:

Gustan Mustermark

Link permanente 2 Comentários

Next page »